"O Simulador "
Na mesa de um Bar professor e aluno divagam :
Aluno :- A Historia da computacao tem cerca de uns 300 anos, e vista do
seus primordios, o que temos hoje pareceria ficcao cientifica.
Prof : - De fato, principalmente no campo da simulacao.
Vc poderia imaginar entao daqui ha uns 3 milhoes de anos, como
seria o
poder computacional ?!
Aluno: - Acho que e’ quase impossivel , mesmo imaginar !
Prof : - De fato, provavelmente, nao sera nem mesmo o homo-sapiens que
habitara a terra, se e’ que ela ainda existira.
Aluno : - Com esses computadores imagine a qualidade e o poder de
simulacao, acho que poderiam simular quase tudo.
Prof : - Sim , creio que ate’ mesmo um universo virtual poderia ser
simulado em tais maquinas, talvez, por exemplo, com cada atomo desse
universo sendo representado por um objeto...
Aluno: - Nesta simulacao, talvez ate’ mesmo algum tipo de ‘vida’
poderia aparecer, nao ?
Prof : - Perfeitamente, seria um otimo laboratorio para o estudo da
evolucao! Creio que ate’ formas de vida inteligentes poderiam aparecer
de um tal simulador.
Aluno: - Poderiam estas formas de vida inteligente descobrir que estao
sendo ‘simuladas’ dentro de um computador? e que na verdade sao
criaturas virtuais?
Prof: - Creio que elas poderiam ter indicios de que sao objetos virtuais
desde que tenham alcancado um nivel cultural e tecnologico avancado.
Aluno : - Como assim ?
Prof : - Mesmo um computador avancadissimo teria certas limitacoes : sua
precisao de calculo continuaria finita e o tempo de processamento nao
poderia ser instantaneo.
Aluno : E Dai?
Prof :- Neste caso estes seres virtuais poderiam perceber que nao
conseguiriam medir a posicao de uma particula com precisao infinita,
uma vez que o computador que simula a particula tem precisao finita.
Um outro indicio seria perceber que as leis fisicas de seu mundo, como
que por magica, obedecem a formulas matematicas simples,
fruto do modelo matematico que o simulador segue.
Aluno : -Interessante ! A propria velocidade maxima de propagacao de
informacao neste mundo deveria estar limitada a um valor maximo.
Prof. : - Sim , decorrente das proprias limitacoes de precisao e
velocidade do simulador. Haveria um efeito de tunelamento na qual uma
particula atravessa uma barreira, que poderia ser facilmente explicado
pela imprecisao computacional.
Aluno : - Sera que tais seres aceitariam uma tal constatacao,
a de que sao, na realidade, 'seres virtuais' ?
Prof : - Nao creio , seria algo muito duro de se aceitar. Como se todo
seu universo fizesse parte de um ‘sonho’ que poderia se apagar a
qualquer momento.
Aluno : - E os responsaveis pelo experimento ? Teriam coragem de
desligar o simulador desse universo virtual?
Prof : - Nao sei , o jeito e’ esperar para ver. De qualquer modo,
quando nos desligarem nao sentiremos nada mesmo !
------------------------------------------------
Joao Carlos Holland de Barcellos ( jocax@...)
Set/1997
=============
Extraido de :
http://groups.yahoo.com/group/Genismo/message/39
Filosofia ateísta baseada no neodarwinismo. ( Site do Genismo: http://www.genismo.com )
Quem sou eu
- JOCAX
- Um cara com muitas idéias "malucas" :-) Criador de : A "Meta-Ética-Científica", O "Genismo", O "Nada-Jocaxiano", A "Ciência Expandida", A "Teoria do Filho Premiado", A "Equação da Morte", O "Teorema da Existência", A "Terapia Psicogênica", O "Princípio Destrópico", O "Princípio da Incerteza Filosófico", O "Empatismo", O "Diabinho Azul Jocaxiano", A "Democracia Jocaxiana", A "Revolução no Direito", A "Gamética", O "Novo Indutivismo", O "Algoritmo BCR", A "Economia Virtual" e O "Conceito de Deux".
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
O Teorema da Existência ou "Penso, Logo Existe!”
O Teorema da Existência ou "Penso, Logo Existe!”
Provando a existência de uma realidade última: Além do "Penso, logo existo"
(João Carlos Holland de Barcellos, novembro/2008)
Vamos provar que existe uma realidade última, realidade esta que não depende de nenhuma interpretação, de algum ser, para a sua existência.
Neste texto, definiremos realidade –existência real- por eventos e/ou fatos que não dependam de uma interpretação (= pensamento, ou imaginação, ou sonho, ou processamento) de algum ser para que existam.
Demonstração
Iniciaremos nossa prova com “algo1”, que pode ser qualquer objeto sendo observado, como, por exemplo, uma maçã, ou até mesmo o próprio pensamento: a consciência.
Eu observo algo1.
Se este algo1 observado é a realidade, a prova termina.
Se Não:
Este algo1 é apenas uma interpretação (ou imaginação) de um ser1, e na verdade, não teria existência na realidade. Mas esta interpretação *em si mesma* do algo1, feito pelo suposto ser1, também é algo2.
Se este algo2 é realidade, então nossa prova termina.
Se Não:
Algo2 é apenas a interpretação, de um ser2, cuja interpretação, em si mesma, é algo3.
Se algo3 existe como realidade, a prova termina.
Se Não:
Este algo3 é apenas uma interpretação, de um ser3, que chamaremos de algo4.
Assim, de forma genérica, teremos:
Se algo(i) existe como realidade, a prova termina.
Se não:
Algo(i) é apenas uma interpretação, (ou "imaginação"), de um ser (i), cuja interpretação, em si mesma, nós chamaremos de algo(i+1).
Se algo(i+1) existe na realidade a prova termina.
E assim sucessivamente, de modo que SE nunca a interpretação corresponder a uma existência real, teremos uma recursão infinita, o que seria ilógico. Seria algo como um sonho de um sonho de um sonho de um sonho... Infinitamente. Então, para que não tenhamos este ciclo infinito, teremos que ter, em algum ponto, um fim nesta recursão. Isto significa que algum dos “algo (i)” tenha uma existência real, isto é, não seja ele próprio uma interpretação. E provamos nosso teorema: “Penso, logo, algo existe!”
Exemplos:
Por exemplo: eu vejo um corvo vermelho, o "corvo vermelho" pode ser real, se não for, a minha "interpretação do corvo vermelho" pode ser real. Se não for assim, um ser pode estar imaginando, (ou sonhando), que “eu” estou imaginando que vejo um "corvo vermelho" etc..
Outro exemplo seria um universo virtual: Existem seres que não existem de forma real, estão sendo simulados em um computador. Estes seres observam algo. O que observam também não existe: é virtual. Os próprios seres e seus sonhos também não existem: são virtuais. E assim, suas interpretações também não existiriam.
Mas o computador que os interpreta, neste exemplo, seria real, e a sua "imaginação" (= seu processamento) seria real, pois é o que gera o universo virtual, os seres virtuais e suas imaginações. Ou seja:
O que o ser virtual observa não é real, é uma simulação do computador.
O ser virtual também não é real, é simulado, depende do processamento do computador.
A interpretação do ser virtual, também não é real, pois depende do processamento do computador.
A interpretação do computador (=seu processamento) que produz o ser virtual e o que ele imagina, neste exemplo, seria real.
Refutando Descartes
Isto quer dizer que o "Penso, logo existo" (“Cogito, ergo sum”), de Descartes, pode não ser verdadeiro, pois, o ser que pensa, como mostramos no exemplo acima, pode não ser real. Mas, como já provamos, deve haver algum nível de interpretação na qual, no mínimo, a própria interpretação é real.
Pela “navalha de ocam”, enquanto não houver evidências em contrário, deveremos ficar com o menor nível interpretativo como sendo a realidade: Se eu observo algo1, este algo1 deve existir.
Corolário: Existe um ser real.
Como corolário do teorema, podemos também afirmar que, se observo algo, deve existir algum “ser” que tenha existência real, isto é, que ele próprio não seja uma interpretação.
Prova:
Como provamos que existe uma interpretação que é real, isto é, uma interpretação que não depende da interpretação de outro ser para existir, então este ser que faz esta interpretação deve existir também, pois, se este “ser” que faz a interpretação real, não existisse, isto é, fosse ele mesmo a interpretação de outro ser, então sua interpretação também não seria real, pois ela dependeria deste outro ser. Portanto, é necessária a existência de um ser real para haver uma interpretação real.
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Extraido de:
http://www.genismo.com/logicatexto29.htm
Provando a existência de uma realidade última: Além do "Penso, logo existo"
(João Carlos Holland de Barcellos, novembro/2008)
Vamos provar que existe uma realidade última, realidade esta que não depende de nenhuma interpretação, de algum ser, para a sua existência.
Neste texto, definiremos realidade –existência real- por eventos e/ou fatos que não dependam de uma interpretação (= pensamento, ou imaginação, ou sonho, ou processamento) de algum ser para que existam.
Demonstração
Iniciaremos nossa prova com “algo1”, que pode ser qualquer objeto sendo observado, como, por exemplo, uma maçã, ou até mesmo o próprio pensamento: a consciência.
Eu observo algo1.
Se este algo1 observado é a realidade, a prova termina.
Se Não:
Este algo1 é apenas uma interpretação (ou imaginação) de um ser1, e na verdade, não teria existência na realidade. Mas esta interpretação *em si mesma* do algo1, feito pelo suposto ser1, também é algo2.
Se este algo2 é realidade, então nossa prova termina.
Se Não:
Algo2 é apenas a interpretação, de um ser2, cuja interpretação, em si mesma, é algo3.
Se algo3 existe como realidade, a prova termina.
Se Não:
Este algo3 é apenas uma interpretação, de um ser3, que chamaremos de algo4.
Assim, de forma genérica, teremos:
Se algo(i) existe como realidade, a prova termina.
Se não:
Algo(i) é apenas uma interpretação, (ou "imaginação"), de um ser (i), cuja interpretação, em si mesma, nós chamaremos de algo(i+1).
Se algo(i+1) existe na realidade a prova termina.
E assim sucessivamente, de modo que SE nunca a interpretação corresponder a uma existência real, teremos uma recursão infinita, o que seria ilógico. Seria algo como um sonho de um sonho de um sonho de um sonho... Infinitamente. Então, para que não tenhamos este ciclo infinito, teremos que ter, em algum ponto, um fim nesta recursão. Isto significa que algum dos “algo (i)” tenha uma existência real, isto é, não seja ele próprio uma interpretação. E provamos nosso teorema: “Penso, logo, algo existe!”
Exemplos:
Por exemplo: eu vejo um corvo vermelho, o "corvo vermelho" pode ser real, se não for, a minha "interpretação do corvo vermelho" pode ser real. Se não for assim, um ser pode estar imaginando, (ou sonhando), que “eu” estou imaginando que vejo um "corvo vermelho" etc..
Outro exemplo seria um universo virtual: Existem seres que não existem de forma real, estão sendo simulados em um computador. Estes seres observam algo. O que observam também não existe: é virtual. Os próprios seres e seus sonhos também não existem: são virtuais. E assim, suas interpretações também não existiriam.
Mas o computador que os interpreta, neste exemplo, seria real, e a sua "imaginação" (= seu processamento) seria real, pois é o que gera o universo virtual, os seres virtuais e suas imaginações. Ou seja:
O que o ser virtual observa não é real, é uma simulação do computador.
O ser virtual também não é real, é simulado, depende do processamento do computador.
A interpretação do ser virtual, também não é real, pois depende do processamento do computador.
A interpretação do computador (=seu processamento) que produz o ser virtual e o que ele imagina, neste exemplo, seria real.
Refutando Descartes
Isto quer dizer que o "Penso, logo existo" (“Cogito, ergo sum”), de Descartes, pode não ser verdadeiro, pois, o ser que pensa, como mostramos no exemplo acima, pode não ser real. Mas, como já provamos, deve haver algum nível de interpretação na qual, no mínimo, a própria interpretação é real.
Pela “navalha de ocam”, enquanto não houver evidências em contrário, deveremos ficar com o menor nível interpretativo como sendo a realidade: Se eu observo algo1, este algo1 deve existir.
Corolário: Existe um ser real.
Como corolário do teorema, podemos também afirmar que, se observo algo, deve existir algum “ser” que tenha existência real, isto é, que ele próprio não seja uma interpretação.
Prova:
Como provamos que existe uma interpretação que é real, isto é, uma interpretação que não depende da interpretação de outro ser para existir, então este ser que faz esta interpretação deve existir também, pois, se este “ser” que faz a interpretação real, não existisse, isto é, fosse ele mesmo a interpretação de outro ser, então sua interpretação também não seria real, pois ela dependeria deste outro ser. Portanto, é necessária a existência de um ser real para haver uma interpretação real.
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Extraido de:
http://www.genismo.com/logicatexto29.htm
Democracia Representativa: A Melhor Democracia
Democracia Representativa: A Melhor Democracia
João Carlos Holland de Barcellos, Dezembro/2008
Introdução
A Democracia Representativa (DR) é um modelo de democracia baseado na Democracia Pirâmide [1] em que a representatividade (a quantidade de votos) que cada eleitor/candidato recebe, é considerada a cada nível de votação.
Partidos
Um ponto “perverso” dos sistemas políticos atuais são os partidos. Os partidos diferenciam-se um dos outros por seus “planos de governo” e, principalmente, por suas ideologias.
Entretanto, grande parte da população não se sente confortável em se “enquadrar” neste ou naquele partido. Muitos também não simpatizam nem com a ideologia nem com os planos de governo dos partidos existentes. Por que temos de estar restritos, e sermos obrigados a votar sempre nas mesmas e batidas ideologias partidárias? As pessoas ficam, dessa forma, limitadas, às poucas opões que lhes sobram. Fundar um partido? Poucos têm esse tempo e disposição.
Outro problema –que considero gravíssimo- da democracia partidária é que os candidatos de cada partido não precisam ter praticamente nenhuma representatividade popular: São escolhidos de forma indireta, sem participação popular, de dentro dos partidos. Por exemplo, para concorrer à presidência da república basta que o candidato esteja filiado ao partido e seja escolhido pelos integrantes do partido. E um bom trabalho de marketing cuidaria da imagem necessária.
Assim, como poderemos dizer que o povo elegeu seu presidente, de forma direta, se os poucos candidatos, que somos obrigados a “votar”, foram, na verdade, escolhidos de forma totalmente indireta, nos bastidores de seus respectivos partidos, e sem nenhuma participação nem representatividade popular?
O Ideal seria um sistema que permitisse haver tantos partidos, quantos são os eleitores. Os partidos “oficiais” não seriam os únicos a colocar candidatos nas disputas eleitorais.
A “Democracia Representativa”
A Democracia Representativa é um sistema de democracia em que todos têm as mesmas oportunidades, todos têm os mesmos direitos, todos podem ser eleitos, e tudo isso sem a necessidade de partidos políticos. Vamos à idéia:
Todas as pessoas aptas a votar, isto é, os eleitores, também são candidatos em potencial, e teriam os mesmos direitos que quaisquer outros.
Inicialmente, no primeiro nível, cada eleitor poderia escolher, isto é, dar seu voto, a qualquer outro eleitor que desejasse. Poderia ser, por exemplo, ele próprio, sua mãe, seu ídolo de rock, seu professor etc. Isto é, ele poderia votar em qualquer pessoa que pertencesse à zona da eleição: no caso de eleição presidencial seria qualquer eleitor do seu país; Em uma eleição para governador, poderia votar em qualquer eleitor do seu estado; Numa eleição para prefeito, qualquer pessoa de sua cidade.
A diferença de um candidato e de um eleitor, é que o candidato, para permanecer candidato, deve votar em si mesmo, e os eleitores, votam em pessoas diferentes de si mesmas.
Na DR, inicialmente, cada pessoa tem o nível de representatividade unitário. Cada vez que a pessoa recebe um voto, este voto é somado à sua representatividade. Assim, a representatividade de uma pessoa é a soma dos votos que ela recebeu.
Cada vez que um eleitor dá seu voto a alguém ele sai da disputa eleitoral, e transfere toda a sua representatividade para o eleitor que recebeu seu voto: Se um eleitor “A”, que tinha representatividade (=qtdade de votos recebidos) “a”, vota em outro eleitor “B”, que tinha representatividade “b”, a representatividade do eleitor “A” é transferida para o eleitor/candidato “B”, e esta passa a ter representatividade “a” + ”b”, enquanto a pessoa que votou passa a ter representatividade zero, e sai da disputa eleitoral.
Desta forma a representatividade de “A” é transferida para quem ela votou (“B”), mas a soma das representatividades das pessoas é mantida: No nosso exemplo “A” ficou com representatividade zero e “B” ficou com representatividade “a”+“b”. A representatividade total foi mantida. Da mesma forma, se uma pessoa vota nela própria, sua representatividade não é alterada pelo seu próprio voto.
Nos níveis subseqüentes ao primeiro nível, as votações serão localizadas geograficamente:
No segundo nível de votação, todos os eleitores, que morem num mesmo quarteirão, e que sejam candidatos, isto é, tenham representatividade maior que zero, deverão se reunir e conhecer as idéias um dos outros, e, posteriormente, votarem entre si. Após a votação, o eleitor que tiver maior representatividade ganhará a eleição do seu quarteirão. Os votos que, direta ou indiretamente, não forem repassados ao vencedor, através do voto, serão descartados.
Este algoritmo deverá ser utilizado em todos os níveis: o vencedor do nível é o que tiver maior representatividade acumulada depois de encerrada a votação. Os votos que não forem transferidos, através do voto, para o vencedor, serão descartados.
No terceiro nível de votação, os ganhadores de cada quarteirão do bairro, se reuniriam, e, como no nível dois, escolheriam seu representante do bairro.
No quarto nível, os representantes de cada bairro de cada município, se reuniriam para escolherem o candidato eleito do município.
No quinto nível, os ganhadores de cada município da cidade escolheriam o prefeito da sua cidade e seu vice.
No sexto nível, os prefeitos eleitos de cada estado escolheriam seu governador e seu vice. O vice-prefeito assumiria o lugar do prefeito que foi escolhido para governador.
No sétimo nível, os governadores do país elegeriam seu presidente, e o vice-governador ocuparia o cargo deixado pelo governador que foi eleito presidente.
Desta forma, não obstante as eleições serem indiretas, ainda assim haveria participação popular em todos os níveis, todos poderiam, em princípio, serem eleitos, e haveria tantas ideologias passíveis de serem escolhidas, e com iguais chances, quantos forem os cidadãos do país.
Referências
[1] Democracia Pirâmide
http://www.genismo.com/logicatexto30.htm
--------------
Extraido de :
http://www.genismo.com/logicatexto32.htm
João Carlos Holland de Barcellos, Dezembro/2008
Introdução
A Democracia Representativa (DR) é um modelo de democracia baseado na Democracia Pirâmide [1] em que a representatividade (a quantidade de votos) que cada eleitor/candidato recebe, é considerada a cada nível de votação.
Partidos
Um ponto “perverso” dos sistemas políticos atuais são os partidos. Os partidos diferenciam-se um dos outros por seus “planos de governo” e, principalmente, por suas ideologias.
Entretanto, grande parte da população não se sente confortável em se “enquadrar” neste ou naquele partido. Muitos também não simpatizam nem com a ideologia nem com os planos de governo dos partidos existentes. Por que temos de estar restritos, e sermos obrigados a votar sempre nas mesmas e batidas ideologias partidárias? As pessoas ficam, dessa forma, limitadas, às poucas opões que lhes sobram. Fundar um partido? Poucos têm esse tempo e disposição.
Outro problema –que considero gravíssimo- da democracia partidária é que os candidatos de cada partido não precisam ter praticamente nenhuma representatividade popular: São escolhidos de forma indireta, sem participação popular, de dentro dos partidos. Por exemplo, para concorrer à presidência da república basta que o candidato esteja filiado ao partido e seja escolhido pelos integrantes do partido. E um bom trabalho de marketing cuidaria da imagem necessária.
Assim, como poderemos dizer que o povo elegeu seu presidente, de forma direta, se os poucos candidatos, que somos obrigados a “votar”, foram, na verdade, escolhidos de forma totalmente indireta, nos bastidores de seus respectivos partidos, e sem nenhuma participação nem representatividade popular?
O Ideal seria um sistema que permitisse haver tantos partidos, quantos são os eleitores. Os partidos “oficiais” não seriam os únicos a colocar candidatos nas disputas eleitorais.
A “Democracia Representativa”
A Democracia Representativa é um sistema de democracia em que todos têm as mesmas oportunidades, todos têm os mesmos direitos, todos podem ser eleitos, e tudo isso sem a necessidade de partidos políticos. Vamos à idéia:
Todas as pessoas aptas a votar, isto é, os eleitores, também são candidatos em potencial, e teriam os mesmos direitos que quaisquer outros.
Inicialmente, no primeiro nível, cada eleitor poderia escolher, isto é, dar seu voto, a qualquer outro eleitor que desejasse. Poderia ser, por exemplo, ele próprio, sua mãe, seu ídolo de rock, seu professor etc. Isto é, ele poderia votar em qualquer pessoa que pertencesse à zona da eleição: no caso de eleição presidencial seria qualquer eleitor do seu país; Em uma eleição para governador, poderia votar em qualquer eleitor do seu estado; Numa eleição para prefeito, qualquer pessoa de sua cidade.
A diferença de um candidato e de um eleitor, é que o candidato, para permanecer candidato, deve votar em si mesmo, e os eleitores, votam em pessoas diferentes de si mesmas.
Na DR, inicialmente, cada pessoa tem o nível de representatividade unitário. Cada vez que a pessoa recebe um voto, este voto é somado à sua representatividade. Assim, a representatividade de uma pessoa é a soma dos votos que ela recebeu.
Cada vez que um eleitor dá seu voto a alguém ele sai da disputa eleitoral, e transfere toda a sua representatividade para o eleitor que recebeu seu voto: Se um eleitor “A”, que tinha representatividade (=qtdade de votos recebidos) “a”, vota em outro eleitor “B”, que tinha representatividade “b”, a representatividade do eleitor “A” é transferida para o eleitor/candidato “B”, e esta passa a ter representatividade “a” + ”b”, enquanto a pessoa que votou passa a ter representatividade zero, e sai da disputa eleitoral.
Desta forma a representatividade de “A” é transferida para quem ela votou (“B”), mas a soma das representatividades das pessoas é mantida: No nosso exemplo “A” ficou com representatividade zero e “B” ficou com representatividade “a”+“b”. A representatividade total foi mantida. Da mesma forma, se uma pessoa vota nela própria, sua representatividade não é alterada pelo seu próprio voto.
Nos níveis subseqüentes ao primeiro nível, as votações serão localizadas geograficamente:
No segundo nível de votação, todos os eleitores, que morem num mesmo quarteirão, e que sejam candidatos, isto é, tenham representatividade maior que zero, deverão se reunir e conhecer as idéias um dos outros, e, posteriormente, votarem entre si. Após a votação, o eleitor que tiver maior representatividade ganhará a eleição do seu quarteirão. Os votos que, direta ou indiretamente, não forem repassados ao vencedor, através do voto, serão descartados.
Este algoritmo deverá ser utilizado em todos os níveis: o vencedor do nível é o que tiver maior representatividade acumulada depois de encerrada a votação. Os votos que não forem transferidos, através do voto, para o vencedor, serão descartados.
No terceiro nível de votação, os ganhadores de cada quarteirão do bairro, se reuniriam, e, como no nível dois, escolheriam seu representante do bairro.
No quarto nível, os representantes de cada bairro de cada município, se reuniriam para escolherem o candidato eleito do município.
No quinto nível, os ganhadores de cada município da cidade escolheriam o prefeito da sua cidade e seu vice.
No sexto nível, os prefeitos eleitos de cada estado escolheriam seu governador e seu vice. O vice-prefeito assumiria o lugar do prefeito que foi escolhido para governador.
No sétimo nível, os governadores do país elegeriam seu presidente, e o vice-governador ocuparia o cargo deixado pelo governador que foi eleito presidente.
Desta forma, não obstante as eleições serem indiretas, ainda assim haveria participação popular em todos os níveis, todos poderiam, em princípio, serem eleitos, e haveria tantas ideologias passíveis de serem escolhidas, e com iguais chances, quantos forem os cidadãos do país.
Referências
[1] Democracia Pirâmide
http://www.genismo.com/logicatexto30.htm
--------------
Extraido de :
http://www.genismo.com/logicatexto32.htm
O Princípio da Incerteza Filosófico (PIF)
O Princípio da Incerteza Filosófico (PIF)
Jocax, Novembro de 2008
Resumo: Estabeleceremos um princípio filosófico-científico que é similar, porém mais abrangente, que o princípio da incerteza de Heisemberg.
Palavras Chaves: Filosofia, Incerteza, PIF, Princípio da Incerteza Filosófico.
A Mecânica quântica, que é a parte da Física que estuda o microcosmo, tem um princípio fundamental, conhecido por “Princípio da Incerteza”. Este princípio, descoberto por Werner Heisemberg, estabelece a impossibilidade física de conhecer (saber ou medir), simultaneamente, a posição e a velocidade de uma partícula com precisão maior do que certa constante [1]. Esta imprecisão é considerada como sendo uma lei fundamental da mecânica quântica, e tal incerteza não depende de nenhuma tecnologia, e é considerado um atributo do universo.
Desde o advento da “Ciência Expandida” [2] sabemos que é impossível até mesmo refutar uma teoria como pensava Popper. Então tudo indicava para uma visão mais abrangente e menos incerta do universo, tal incerteza deve abranger nossas observações. Baseado nestas conclusões eu irei propor um princípio, que eu chamei de “Princípio da Incerteza Filosófico”, ou simplesmente PIF, que estabelece o seguinte:
“É impossível saber se alguma observação, medida, ou percepção, corresponde de fato à realidade”.
Podemos tomar a realidade como algo que tenha existência independentemente de alguma interpretação, processamento, ou imaginação.
Provavelmente muitos já tiveram esta mesma idéia, mas não a formalizaram, pois desde o advento do conceito de “Solipsismo” [3], sabemos que é impossível provar que qualquer coisa que seja possa ser, de fato, realidade. E pior do que isso, até mesmo o próprio Solipsismo pode ser uma ilusão, uma vez que o “eu” que percebe pode também não ser real como foi mostrado em “Penso, logo existe!” [4]. Ou seja, o próprio “ser”, que observa, pensa, e sente pode não existir fora de outro nível de interpretação.
Além disso, e o mais importante, é que mesmo que tomemos a nossa própria realidade como sendo real, isto é, que existe independentemente de qualquer interpretação de um nível superior, como é suposto pela ciência, ainda assim teremos problemas: Ainda assim não poderemos tomar nenhuma observação como sendo real. Para entendermos isso, vamos roubar o exemplo da “caixa de sapatos” do ensaio sobre “Ciência Expandida” [2]:
Suponha que estamos andando pela rua e observamos uma caixa de sapatos com um tijolo dentro dela. Podemos concluir de nossa observação que o que vemos é uma caixa de sapatos com um tijolo? Infelizmente a resposta é não, pois em princípio, poderia ocorrer uma das seguintes situações - de infinitas possíveis - quando se observa um tijolo sendo que não é um tijolo:
- O volume era, na verdade, de um rádio de pilha imitando um tijolo.
- O volume era algo que se assemelhava a um tijolo, mas não era um tijolo.
- Um curto-circuito cerebral momentâneo fez você imaginar um tijolo numa caixa vazia.
- Uma nova arma de ondas alfa foi testada em você para que você imaginasse o tijolo.
- Alguém criou uma imagem holográfica do tijolo para que você pensasse que era real.
- etc.etc.
Tais tipos de enganos, embora improváveis, podem acontecer, em qualquer nível de observação, seja ela científica, ou não. E isso justifica o PIF como um princípio filosófico-científico fundamental sobre o limite do conhecimento.
Referências
[1] Princípio da incerteza de Heisenberg
http://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_da_incerteza_de_Heisenberg
[2] Ciência Expandida
http://www.genismo.com/logicatexto25.htm
[3] Solipsismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Solipsismo
[4] “Penso, Logo Existe!”
http://www.genismo.com/logicatexto29.htm
Jocax, Novembro de 2008
Resumo: Estabeleceremos um princípio filosófico-científico que é similar, porém mais abrangente, que o princípio da incerteza de Heisemberg.
Palavras Chaves: Filosofia, Incerteza, PIF, Princípio da Incerteza Filosófico.
A Mecânica quântica, que é a parte da Física que estuda o microcosmo, tem um princípio fundamental, conhecido por “Princípio da Incerteza”. Este princípio, descoberto por Werner Heisemberg, estabelece a impossibilidade física de conhecer (saber ou medir), simultaneamente, a posição e a velocidade de uma partícula com precisão maior do que certa constante [1]. Esta imprecisão é considerada como sendo uma lei fundamental da mecânica quântica, e tal incerteza não depende de nenhuma tecnologia, e é considerado um atributo do universo.
Desde o advento da “Ciência Expandida” [2] sabemos que é impossível até mesmo refutar uma teoria como pensava Popper. Então tudo indicava para uma visão mais abrangente e menos incerta do universo, tal incerteza deve abranger nossas observações. Baseado nestas conclusões eu irei propor um princípio, que eu chamei de “Princípio da Incerteza Filosófico”, ou simplesmente PIF, que estabelece o seguinte:
“É impossível saber se alguma observação, medida, ou percepção, corresponde de fato à realidade”.
Podemos tomar a realidade como algo que tenha existência independentemente de alguma interpretação, processamento, ou imaginação.
Provavelmente muitos já tiveram esta mesma idéia, mas não a formalizaram, pois desde o advento do conceito de “Solipsismo” [3], sabemos que é impossível provar que qualquer coisa que seja possa ser, de fato, realidade. E pior do que isso, até mesmo o próprio Solipsismo pode ser uma ilusão, uma vez que o “eu” que percebe pode também não ser real como foi mostrado em “Penso, logo existe!” [4]. Ou seja, o próprio “ser”, que observa, pensa, e sente pode não existir fora de outro nível de interpretação.
Além disso, e o mais importante, é que mesmo que tomemos a nossa própria realidade como sendo real, isto é, que existe independentemente de qualquer interpretação de um nível superior, como é suposto pela ciência, ainda assim teremos problemas: Ainda assim não poderemos tomar nenhuma observação como sendo real. Para entendermos isso, vamos roubar o exemplo da “caixa de sapatos” do ensaio sobre “Ciência Expandida” [2]:
Suponha que estamos andando pela rua e observamos uma caixa de sapatos com um tijolo dentro dela. Podemos concluir de nossa observação que o que vemos é uma caixa de sapatos com um tijolo? Infelizmente a resposta é não, pois em princípio, poderia ocorrer uma das seguintes situações - de infinitas possíveis - quando se observa um tijolo sendo que não é um tijolo:
- O volume era, na verdade, de um rádio de pilha imitando um tijolo.
- O volume era algo que se assemelhava a um tijolo, mas não era um tijolo.
- Um curto-circuito cerebral momentâneo fez você imaginar um tijolo numa caixa vazia.
- Uma nova arma de ondas alfa foi testada em você para que você imaginasse o tijolo.
- Alguém criou uma imagem holográfica do tijolo para que você pensasse que era real.
- etc.etc.
Tais tipos de enganos, embora improváveis, podem acontecer, em qualquer nível de observação, seja ela científica, ou não. E isso justifica o PIF como um princípio filosófico-científico fundamental sobre o limite do conhecimento.
Referências
[1] Princípio da incerteza de Heisenberg
http://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_da_incerteza_de_Heisenberg
[2] Ciência Expandida
http://www.genismo.com/logicatexto25.htm
[3] Solipsismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Solipsismo
[4] “Penso, Logo Existe!”
http://www.genismo.com/logicatexto29.htm
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